13º salário deve injetar mais de R$ 652 mi na economia

Reportagem: Marcela Borges

Foto: Marcelo Camargo

O pagamento do 13º salário em 2021 deve injetar R$ 652,5 milhões na economia local, segundo levantamento do Instituto de Economia Maurílio Biagi, da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP).

A quantia é 8,29% maior que a registrada em 2020, que ficou na casa de R$ 602,5 milhões. O levantamento foi feito a partir da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

A primeira parcela do benefício, a ser paga até o dia 30 de novembro, deverá injetar o montante de R$ 366.614.951,45 e a segunda, a ser quitada até 20 de dezembro, deve contabilizar outros R$ 285.959.662,13.

 

Desempenho por setor

A construção civil foi o segmento com melhor variação positiva na comparação 2020/2021. O setor teve incremento de 18,98% no montante de 13º salário e aumento de 13,83% no número de empregados, seguido pela indústria em geral, com 10,84% de aumento no 13º salário e 6,05% no número de empregados.

Em terceiro lugar aparece o setor de serviços, com 9,48% de acréscimo no montante de 13º salário e aumento de 4,75% no número de empregados, seguido pelo comércio, com variação positiva de 7,64% no valor do benefício e de 2,98% no número de empregados.

O resultado menos expressivo foi do setor agropecuário, que registrou variação positiva de 6,21% no valor pago a título de 13º salário, enquanto o número de empregados subiu apenas 1,61%.

Os valores, segundo o coordenador do Instituto de Economia, Vicente Golfeto, devem ser utilizados para consumo na Black Friday, Natal e também para saldar dívídas. “A expectativa é que as duas datas devem ser beneficiadas com o abono, mas é importante ressaltar que os valores recebidos também poderão ser utilizados para saldar dívidas, principalmente diante das incertezas em relação à economia”, explica.

Dados do Serasa divulgados em julho deste ano apontavam que Ribeirão Preto contabilizava 255 mil inadimplentes, que deviam, em média, R$ 5,5 mil cada um. O balanço é referente a junho deste ano. O envidamento médio na cidade ficou acima da média nacional, cuja dívida era de R$ 3.929,00 por pessoa.

 

 

Fonte: Acirp

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