Vendas no comércio de Ribeirão Preto têm queda de -1,99% em março

Reportagem: Felipe Teruel

Foto: Rafael Viana

As vendas do comércio de Ribeirão Preto registraram em março de 2018 queda de -1,99%, comparadas com o mesmo mês de 2017, quando a variação foi de -0,87%. É o que aponta a Pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). Entre as empresas entrevistadas, 64,5% declararam que as vendas deste ano foram piores do que no mesmo período de 2017, enquanto 31,3% consideraram o contrário e, 4,2% disseram que foram equivalentes.

Setorial – Com relação aos setores, quase todos apresentam quedas nas vendas. Apenas Vestuário teve crescimento com aumento de 3,03%. O pior resultado ficou por conta de Cine/Foto, com uma redução de – 5,30%, seguido por Ótica (-3,88%), Livraria/Papelaria (–3,53%), Presentes (–2,80%), Eletrodomésticos (–1,63%), Calçados (–1,45%), Tecidos/Enxoval (–1,24%) e Móveis (–1,14%).

Empregos – No que se refere ao emprego no comércio, não houve registro de alterações nos quadros funcionais das empresas entrevistadas. Cem por cento delas responderam que não contrataram e nem demitiram em março.

“Este resultado demonstra que o segmento vive um momento de estabilidade no quesito emprego, pois as empresas já estão com seus quadros enxutos, porém sem estímulos para investir em novas contratações”, comenta Marcelo Bosi Rodrigues, economista responsável pelo estudo.

Modalidade de Pagamento – A modalidade de compra mais utilizada no comércio em março de 2018 foi o cartão de crédito, sendo responsável por 55,52%. Os pagamentos à vista representaram 34,75% e a prazo, através de carnês e cheques pré-datados, somaram 9,73% das transações.

“Quanto à modalidade de pagamentos utilizada no comércio, foi possível observar um aumento das vendas à vista em detrimento das vendas a prazo, com a manutenção da utilização dos cartões de crédito”, observa Rodrigues.

Entre os setores, o que mais recebeu pagamento com cartão de crédito foi Ótica (68,83%). Nas vendas à vista aparece Livraria/Papelaria (57,50%). As vendas a prazo, com cheques pré-datados ou carnês, foram mais utilizadas em Móveis, com 17,00%.

Análise – “Apesar da queda registrada em março o comércio mantém a expectativa de uma recuperação lenta e gradativa para 2018. Este será um ano de altos e baixos, pois apesar de termos um cenário de taxa Selic baixa para os padrões brasileiros, o desemprego persiste e os acontecimentos internacionais empurram o dólar para cima. Além disso, trata-se de um ano com Copa do Mundo e eleições para Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados Federais e Estaduais, que poderá mudar a cúpula do poder no país”, observa Rodrigues.

 

Fonte: Pixxis

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *