Vendas no comércio de Ribeirão Preto (SP) têm forte queda em setembro

O último mês de setembro registrou a maior queda nas vendas do comércio de Ribeirão Preto (SP), nos últimos 12 meses. A variação negativa – a décima consecutiva – foi de -6,88%, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo SINCOVARP – Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região.

Foto: Rafael Viana
Foto: Rafael Viana

Entre as empresas entrevistadas, 79,2% consideraram que venderam menos em setembro de 2015 do que em setembro de 2014, enquanto apenas 18,7% das entrevistadas disseram o contrário e 2,1% relataram que venderam montantes equivalentes nos dois períodos. “Por esse resultado já é possível observar que os números negativos foram generalizados e que o consumidor está cada vez mais raro”, afirma Marcelo Bosi Rodrigues, economista do SINCOVARP e responsável pela pesquisa.

Setorial – Os nove setores pesquisados apresentaram queda nas vendas. O pior resultado foi do segmento de Cine/Foto (–13,35%), seguido por Tecidos/Enxoval (–10,36%), Livraria/Papelaria (–8,33%), Eletrodomésticos (–7,20%), Móveis (–7,10%), Presentes (–5,18%), Vestuário (–5,06%), Calçados (–4,32%) e Ótica (–1,05%).

Emprego – O comércio de Ribeirão Preto teve uma redução média de postos de trabalho na ordem de – 0,89%, em setembro. Segundo a pesquisa, 85,4% mantiveram os quadros funcionais, enquanto 10,4% demitiram e 4,2% contrataram no período. O setor de Livraria/Papelaria aparece com aumento no número de empregados (+0,32%), em média. Os setores que apresentaram reduções foram os de Tecidos/Enxoval (–4,39%), Calçados (–2,59%), Presentes (–1,14%) e Vestuário (-0,19%).

Modalidade de pagamento – Segundo a pesquisa, 53,81% das vendas do comércio ribeirão-pretano – em setembro –foram realizadas por meio do cartão de crédito, enquanto 34,25% foram à vista e 11,94% a prazo – com cheque pré-datado ou carnês.

Análise – Segundo Rodrigues, o cenário econômico nacional continua complicado e a credibilidade do consumidor numa recuperação econômica está cada vez menor. “E com razão. Não existe um planejamento consistente traçado pelo governo federal e o caos político que tomou conta do alto escalão não permite que uma linha de ação seja adotada efetivamente. O Brasil vive hoje um problema econômico decorrente de uma série de medidas equivocadas adotadas pelo governo. O papel do Estado na economia deveria se limitar a tornar o crescimento econômico equilibrado e estável, mas não tem sido assim”, diz.

Ainda segundo o economista, as intervenções econômicas causaram distorções que culminaram com a atual crise. “Enquanto não houver um entendimento e um rumo assertivo, não haverá luz no fim do túnel. De todo modo, isso não significa que o mundo vai acabar, mas uma economia desaquecida traz poucas oportunidades de emprego e renda para a população, e gera um circulo vicioso de desaceleração econômica que requer criatividade, preparo e iniciativa por parte do empresariado no sentido de atravessar esse momento e estar fortalecido quando o país voltar a crescer”, conclui.

Fonte: Núcleo da Notícia

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