Vendas do comércio de Ribeirão Preto caem 3,76% em junho

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Foto: Rafael Viana / Ribeirão Web News

A Copa do Mundo no Brasil não trouxe o movimento esperado para o comércio de Ribeirão Preto e junho fechou com as vendas no vermelho. A queda foi de -3,76% na comparação com o mesmo período do ano passado. Foi o pior resultado de 2014, segundo a pesquisa Movimento do Comércio, realizada mensalmente pelo Sincovarp – Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão e região.

 Entre as empresas entrevistadas, 68,8% declararam que as vendas do mês passado foram piores que as do mesmo mês no ano passado, enquanto 29,2% disseram o contrário e apenas 2,0% consideraram as vendas equivalentes nos dois períodos.

 Setorial – O pior desempenho de vendas em junho foi o do segmento de Ótica (–9,80%), seguido por Vestuário (–6,78%), Móveis (–6,12%), Presentes (–5,64%), Cine/Foto e Livraria/Papelaria (ambos com –5,25%) e Tecidos/Enxoval (–1,90%). As variações positivas foram dos setores de Eletrodomésticos (+5,64%) e Calçados  (+1,25%).

 Emprego – Em junho o comércio de Ribeirão Preto teve retração de -0,91% no índice de vagas de trabalho. Entre as empresas entrevistadas, 87,8% mantiveram o número de empregados, enquanto 10,2% demitiram e 2,0% contrataram durante o mês. As reduções foram registradas nos setores de Móveis (–3,33%), Vestuário (–2,78%), Eletrodomésticos (–2,29%) e de Livraria/Papelaria (–0,56%). O único setor que criou novas vagas de trabalho foi o de Calçados (+0,78%).

 Modalidade de pagamento – Em média, o cartão de crédito foi usado em 49,16% das compras no comércio de Ribeirão Preto, em junho. Em seguida vêm os pagamentos à vista, que representaram 37,68% das transações. Em último aparece a modalidade de pagamento à prazo – cheques pré-datados ou carnês – utilizada em 13,16% das vendas no período.Captura de Tela 2014-07-24 às 21.49.06

 Entre os segmentos, o que mais comercializa por meio de cartão de crédito é o de Calçados, com 61,25% de seus recebimentos nesta modalidade. A maior ocorrência de vendas à vista foi apresentada pelo setor de Livraria/Papelaria, com 69,17% das transações. Já a maior utilização de vendas à prazo ficou por conta do segmento de Móveis, com 19,00% dos recebimentos.

 Segundo Marcelo Bosi Rodrigues, economista do Sincovarp responsável pela pesquisa, o cenário econômico continua complicado, com forte pressão inflacionária e baixo crescimento econômico. “Além disso, o baixo nível de desemprego, um dos pilares da economia nacional, começa a dar sinais de inversão de tendência. A indústria nacional há muito tempo vem apresentando dificuldades e agora parece que chegou a vez do comércio, que vinha mantendo vendas crescentes sustentadas pelo consumo doméstico. O varejo começa a sentir a apatia econômica que atingiu o consumo interno”, analisa.

Fonte: Nucleo da Notícias

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