Seleção Brasileira de Tiro com Arco recebe primeiro atleta indígena

Reportagem Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Seleção Brasileira de Tiro com Arco recebeu esta semana um reforço do Baixo Rio Negro, no Amazonas. Foi convocado para treinar o índio Dream Braga, de 18 anos, integrante há dois anos do projeto Arqueria Indígena, da Fundação Amazônia Sustentável. Ele vai se juntar ao atleta Marcus Vinícius D’almeida, maior revelação do esporte nos últimos anos e vice-campeão mundial.

O campeonato definirá os atletas para um torneio classificatório para os Jogos Pan-Americanos, que serão em julho deste ano. Com sorte e precisão, se passar na seletiva, embarcará para o Pré-Pan, em Santo Domingo, na República Dominicana, onde será o primeiro arqueiro indígena brasileiro em competições internacionais e iniciará um longo caminho para a equipe olímpica.

Com a classificação dos arqueiros Marcus Vinícius e Daniel, a grande aposta no campeonato de Santo Domingo é Dream. “Se ele for classificado na competição aqui, ele tem que ir [para Santo Domingo]”, disse um dos treinadores da confederação, Evandro de Azevedo França. Segundo ele, o jovem tem potencial técnico muito bom, além de ser persistente e focado.

Independentemente da classificação, Dream, cujo nome indígena é Yagoara Kambeba, que significa “caçador”, da etnia Kambeba, alcançou um marco ao entrar para seleção, composta por mais de oito atletas, disse Márcia Lott, treinadora do projeto Arquearia Indígena, da Fundação Amazônia Sustentável, que descobriu o jovem, em seleções feitas em mais de 30 aldeias no Amazonas.

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