Região de Ribeirão Preto registrou queda de 19,1% na arrecadação de impostos federais

Dados são do Boletim Termômetro Tributário do Ceper/Fundace e referem-se ao mês de novembro de 2015
Vetor : freepik.com
Vetor : freepik.com

A Região Administrativa de Ribeirão Preto registrou queda de 19,1% na arrecadação de impostos federais em novembro de 2015 na comparação com o mesmo período de 2014. De acordo com o Boletim Termômetro Tributário do Ceper/Fundace, o total arrecadado foi de R$ 262,023 milhões.

Com exceção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que apresentou crescimento de 5,8%, todas as rubricas evidenciadas sofreram variações negativas, sendo possível notar, particularmente, quedas significativas nas arrecadações do PIS/PASEP, da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), no montante de 20,7%, 17,2% e 16,3%, respectivamente.

O município de Ribeirão Preto apresentou comportamento semelhante. A arrecadação atingiu a marca de R$ 134,278 milhões, valor 18,2% inferior ao arrecadado em novembro de 2014. Quase todas as rubricas analisadas apontaram quedas, que foram de 36,5% para o IPI, 26,1% para a PIS/PASEP, 21,0% para a Cofins 20,1% para o IRPJ e 4,1% para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IRRF, em direção oposta, apontou crescimento de 6,4%.

No acumulado dos 11 meses de 2015 analisados, a arrecadação total atingiu R$ 3,295 bilhões na região, valor 9,3% inferior ao mesmo período de 2014. No município de Ribeirão Preto, o total de R$ 1,731 bilhões representa redução de 8,2% na arrecadação acumulada entre janeiro e novembro de 2015 frente à arrecadação de R$ 1,886 bilhões acumulada entre janeiro e novembro de 2014.

“A arrecadação de impostos, na verdade, é apenas mais um indicador econômico entre diversos outros analisados pelo Ceper/Fundace que demonstram o contexto de dificuldades econômicas vividas pelo país”, explica o pesquisador Sergio Sakurai.

Ele afirma ainda que a arrecadação tributária tem uma importância maior na atual conjuntura da economia brasileira uma vez que todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal) têm vivido um período de fortes dificuldades orçamentárias.

“O mais provável é que o governo continue vivendo um período de dificuldades fiscais durante 2016 uma vez que a atividade econômica fraca naturalmente reduz a arrecadação de impostos”, comenta Sakurai.

 

 

Fonte texto : Dulcelene Jatobá / OPA Assessoria em Comunicação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *