Preço médio do metro quadrado cai 6% em Ribeirão em 1 ano

O preço médio do metro quadrado em Ribeirão Preto caiu cerca de 6% no período de janeiro de 2015 a janeiro de 2016. No início do ano passado, o valor médio do metro quadrado era de pouco mais de R$ 4050,00. Em 2016, o valor caiu para R$ 3.800,00. É o que aponta o Boletim Construção Civil do Ceper/Fundace.

Vetor : freepik.com
Vetor : freepik.com

Elaborado a partir de dados coletados de anúncios no Zap Imóveis, a desagregação de preços mostra que a queda foi mais acentuada a partir do 4º trimestre de 2015, principalmente no metro quadrado de apartamentos. Entre novembro e dezembro, por exemplo, o Índice de Preços de Imóveis para apartamentos chegou ao patamar mais baixo do ano, ficando abaixo de 102. “Os dados mostram que a quantidade de lançamentos dos últimos anos foi maior que a demanda, sobretudo no caso de apartamentos”, justifica o pesquisador Gabriel Couto.

Bairros – O levantamento mostra também que há uma grande diferença de preços entre os bairros do município, inclusive em uma mesma região. A Zona Oeste se destaca pelas maiores valorizações e desvalorizações registradas ao longo de um ano. Esta região tem o bairro com o metro quadrado mais valorizado – Vila Monte Alegre, com 29,3% de valorização – e com a maior desvalorização – Jardim Dr. Paulo Gomes Romeo, com -32,8%.

Na lista dos bairros com maior valorização, aparecem também Jardim Pedra Branca (28,2%) e Jardim Prof. Antônio Palocci (26,9%), ambos na Zona Leste; Vila Amélia (23,8%), na Zona Oeste, e Jardim Mosteiro (20,1%), na Zona Norte.

Já na lista dos bairros com maior desvalorização do metro quadrado, aparecem ainda Portal do Alto (-30,2%) e Parque Residencial Cidade Universitária (-27%), ambos na Zona Oeste; Jardim Novo Mundo (-23,9%), na Zona Leste, e Presidente Dutra (-19,8%), na Zona Norte.

O pesquisador afirma que de maneira geral, a despeito de alguns focos de valorização, a maior parte dos bairros de Ribeirão Preto apresenta tendência de queda no valor do metro quadrado. “Essa queda é um indicativo da retração da demanda por bens duráveis, que por sua vez é resultado da queda de renda, retração dos salários, restrição do crédito e incerteza econômica, situações vividas não só pelo ribeirão-pretano, mas por todos os brasileiros”, explica Couta.

Fonte e textos: Fundace – A Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) / OPA Assessoria em Comunicação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *