Policiais e manifestantes pretendem fazer vigília na Paulista

Reportagem: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Vetor: Freepik.com
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Impedidos pela Polícia Militar (PM) de prosseguir em caminhada pela Avenida Paulista até a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), manifestantes contrários ao impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff estão concentrados, neste momento, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Os participanes do protesto vão discutir, ainda hoje, se mantêm a Paulista ocupada durante toda a madrugada.

O ato teve início por volta das 17h, na Praça do Ciclista. Por volta das 18h20, os manifestantes, convocados pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular iniciaram uma caminhada pela avenida, com destino à Fiesp. Antes que os ativistas chegassem ao local, policiais fizeram um bloqueio em toda a extensão da avenida, na esquina com a Alameda Casa Branca, perto do Masp, impedindo que eles prosseguissem em caminhada.

Por volta das 18h50, os manifestantes tentaram forçar a passagem pelo bloqueio, e os policiais contiveram o ato lançando bombas de efeito moral em direção aos grupos. Após a PM arremessar as bombas, os manifestantes puseram fogo no lixo que estava na avenida e se concentraram no Masp, onde permanecem até este momento.

A jornalistas, o major Teles, da Polícia Militar, comandante da ação de segurança hoje na Paulista, disse que as bombas foram necessárias porque “era preciso saber o itinerário e onde vai terminar a manifestação”. Segundo Teles, os organizadores não o informaram sobre o trajeto do ato. O major também disse que o bloqueio também teve o objetivo de separar os que apoiam Dilma de um grupo favorável ao impeachment da presidenta desde março deste ano.

Pouco antes do lançamento das bombas, segurando uma bandeira brasileira, uma manifestante favorável ao afastamento definitivo da presidenta aproximou-se do bloqueio policial e começou a protestar contra os que apoiavam Dilma. “Tchau, querida”, gritava ela aos simpatizantes da presidenta afastada. “Fomos às ruas e acabamos com o PT”, afirmava, em voz alta, a manifestante, que não se identificou.

Para o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio, a ação da PM hoje foi excessiva. “Eles tentaram interromper a manifestação antes de começar”, disse ele à Agência Brasil. “Vamos resistir e permanecer aqui na rua. Não temos muita informação de como isso está nos outros estados, mas a ideia é ficar aqui. Vamos fazer uma conversa agora para ver como vamos fazer.”

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