Parques de São Paulo são fechados após morte de macaco por febre amarela

Reportagem: Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil

Vetor: Freepik.com

Os parques públicos Horto Florestal e da Cantareira, áreas estaduais com densa vegetação remanescente da Mata Atlântica e que sempre recebem grande número de visitantes nos fins de semana vão ficar fechados, temporariamente, por medida de prevenção contra a febre amarela.

Além disso, cerca de três mil moradores de um assentamento dentro do parque estão sendo vacinadas em uma operação conjunta do governo do estado e prefeitura, iniciada às 9h de ontem (21).

A imunização ocorre porque dia 20 desse mês (outubro) foi confirmado por exames sorológicos e histoquímico a presença do vírus da febre amarela em um macaco do gênero bugio, encontrado morto no Horto Florestal.

Macacos

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, agentes sanitários farão uma varredura para a coleta de amostras de mosquitos e a partir da próxima semana será feita uma ação de controle de vetores no local. A transmissão do vírus para o macaco foi do tipo silvestre, já que o vetor encontrado foi o mosquito haemagogus, comum em regiões rurais e de mata.

Em nota, a secretaria alerta que “é importante destacar que macacos não transmitem a febre amarela para a população. Esses animais são hospedeiros do vírus, transmitido de forma silvestre pelos mosquitos haemagogus e sabethes”.

Em uma segunda etapa, a vacinação deve ser estendida a outros moradores da região. A vacina contra febre amarela costuma ser indicada apenas aos moradores de regiões silvestres, rurais, de mata e ribeirinhas e para aqueles que vão viajar a esses locais ou os que estão classificados como regiões de risco.

Vacina e contraindicações

A secretaria adverte que vacina da febre amarela é contraindicada a gestantes, mulheres amamentando crianças com até seis meses e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de lúpus, por exemplo). Em caso de dúvida, é importante consultar o médico.

Ao longo deste ano foram notificados 22 casos e 10 mortes por febre amarela silvestre autóctones no estado de São Paulo. Não há casos da doença do tipo urbano no país desde desde 1942.

 

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