Mesmo com nenhum Caso, Secretaria da Saúde de Ribeirão intensifica o combate contra a Febre Amarela

Foto: Rafael Viana

A Divisão de Vigilância Epidemiológica do Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento da  Secretaria Municipal da Saúde emitiu o boletim epidemiológico de 2018, com dados de anos anteriores de algumas doenças, como a febre amarela. De acordo com o documento, por dois anos seguidos, desde 2017, a prefeitura de Ribeirão não confirmou nenhum caso de febre amarela no município.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde,  Luzia Márcia Romanholi Passos, “o vírus da Febre Amarela está presente no ciclo silvestre da doença nas regiões com matas que circundam as cidades”. Em Ribeirão Preto, é feito o monitoramento intensivo da circulação desse vírus através da notificação e recolhimento de primatas não humanos (macacos) mortos, bem como é feito a vigilância da cobertura da vacinação contra febre amarela, através da orientação e conscientização da população sobre sua importância.

Diferentemente do que a população chegou a acreditar os macacos não transmitem a doença, são vítimas do vírus, e por isso são chamados de sentinelas da Febre Amarela. Assim, em nosso município está instituído as ações de monitoramento de “primatas não humanos”, em áreas verdes, como praças e parques municipais, em busca de informações sobre animais doentes ou mortos.

Desde 2016, após a confirmação de febre amarela em um macaco e, posteriormente, em um humano, a Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde vem intensificando essas ações, com o encaminhamento no ano de 2018 de 104 amostras para exames no Instituto Adolfo Lutz em São Paulo, sendo 99 negativas até o momento (a divisão está no aguardo de 5 resultados).

“Constatada a morte de um macaco, estes são recolhidos e encaminhados para a Divisão de Vigilância Ambiental, onde é feita a necropsia. Após isso, o material é encaminhado para São Paulo para análise”, explica Luzia Márcia sobre o procedimento de monitoramento.

O mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, também pode ser o transmissor da Febre Amarela em zonas urbanas. No Brasil desde 1940 não há  transmissão pelo ciclo urbano da doença.

O período atual de chuvas com temperaturas elevadas é propício para o “ciclo evolutivo dos mosquitos, e por isso os cuidados devem ser redobrados”, informa Luzia Márcia.

Além de eliminar focos de mosquitos da dengue nas residências, a vacinação é medida eficaz de proteção contra a doença. “Como está tendo caso de circulação do vírus em outras regiões do Estado (São Paulo), e a letalidade da doença é alta, as pessoas não podem se descuidar da vacinação. Quem ainda não recebeu nenhuma dose, deve procurar os postos de vacinação”, ressalta Luzia Márcia.

A vacina, segundo as diretrizes do Ministério da Saúde, está indicada a partir dos nove meses de vida, e de acordo também com a recomendação Organização Mundial da Saúde (OMS) é em dose única.  Essa vacina está disponível em todos os postos de vacinação do município.

Em caso de encontro de  macacos mortos, o munícipe pode entrar em contato com a Divisão de Vigilância Ambiental, pelo telefone: 3628-2015 (para notificação e solicitação de recolhimento).

 

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