Fim de Feira de Palavras

Foto: Rafael Viana
Foto: Rafael Viana

Conforme ia se aproximando o Theatro Pedro II ficava refletindo… Última noite da 15ª feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto “O encontro dos tempos. Novos Olhares sobre o passado o presente e o futuro”, este ano quase ficamos somente nos olhares passados, é a crise. Na entrada encontro o Tenório, o segurança do teatro. “Os artistas acabaram de chegar. Desta vez vai ser mais tranquilo para gravar podem entrar” e foi abrindo o portão lateral do teatro, descemos as escadarias sob os olhares

repressivos das pessoas que estavam na grande fila que se formava próxima do portão. Afinal ser jornalista tem também lá suas benesses. O tema do último espetáculo da feira era Mario de Andrade e a Semana de 22. Não sei o porquê dizer Semana de 22, pois foram apenas três dias, porém três dias que mudaram a arte no Brasil.

Logo que Gilda Montans, Meire Genaro e Cristina Modé terminaram a apresentação rolou um filme

em mim das experiências vividas dentro desta feira.

Foto: Rafael Viana
Cristina Modé – Show Semana de 22                                         Foto: Rafael Viana

Eu vi o teatro lotado e os bombeiros preocupados, quando da apresentação do Cortella.

Vi um momento surreal o Sarau dos alunos da Escola Diva Tarlá orientados pela águia prof. Maris Ester Souza.

Eu ouvi e depois vi o Marcelo aluno do primeiro aninho, em pé na cadeira, reclamando para o Pedro Bandeira que a mamãe dele fala que Marcelo com martelo só no livro. “Marcelo Marmelo Martelo”.

Outro momento inusitado foi quando um padre, um pastor e um ateu comungavam da mesma opinião. Aproximei-me deles com cautela. Era a água o motivo desta comunhão.

Ignácio de Loyola Brandão Foto: Rafael Viana
Ignácio de Loyola Brandão
Foto: Rafael Viana

Juntamente com o Ignácio de Loyola Brandão, Vimos “Os olhos cegos dos cavalos loucos”.

Presencie a cultura do encontro, estivemos no núcleo das periferias existenciais.

Deste teatro saíram ideias, saíram reflexões, questionamentos. Saíram daqui ramalhetes de palavras que fizeram Ribeirão Preto navegar contra a mare da crise na intenção de acordar o gigante que continua deitado em berço expendido.                                                    .
Vi crianças, jovens, mulheres, negros, ambientalistas, idealistas, portadores de deficiências, LGBT, entrando neste teatro posicionando como sujeito e protagonista; logo veio a música “Alma de Guerreiro” do Seu Jorge “…nosso povo brasileiro tem alma de guerreiro, não cansa de lutar. Enfrentando um dragão por dia…”

Se é um fato que Moises recebeu no Monte Sinai a grande missão de Deus. “Escreve!”
Ribeirão Preto a Capital da Cultura, escreveu rapidamente a palavra Crise esqueceu de colocar o S e transformou-a em “Crie!”                                                       .
Para terminar; escrevo uma frase do Leonardo Boff “Há pessoas que nos fazem pensar como galinhas. Mas nós somos águias. Voemos como águias. Sejamos águias em nossas vidas e não galinhas!”

 

Vetor: Freepik.com
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