Entidades querem adiar revisão do Plano Diretor em São Paulo

Mais de 370 entidades da sociedade civil da cidade de São Paulo lançaram ontem (3) um movimento pelo adiamento da revisão do Plano Diretor do município. Intitulado “Frente São Paulo Pela Vida”, o agrupamento defende a construção e implementação democráticas de uma agenda emergencial para superação dos efeitos da pandemia.

Importante instrumento na elaboração de políticas urbana e rural, bem como a oferta de serviços públicos essenciais para melhorar a condição de vida da população, o Plano Diretor da cidade de São Paulo, que está sendo renovado este ano, vem recebendo uma enxurrada de críticas.

O motivo, de acordo com mais de 370 entidades da sociedade civil, é o plano ter sido colocado em revisão em meio à maior crise sanitária que o país já enfrentou.

Outra reclamação do movimento é que na atual situação da pandemia, com o alto número de mortes e infectados pela doença, fica impossível a participação direta de quem vive nos bairros e não pode debater e buscar a melhoria das condições urbanas para todos.

Para tentar sensibilizar a gestão Bruno Covas e parar a renovação do Plano Diretor da capital, a recém-criada Frente São Paulo Pela Vida lançou uma carta e já conta com a adesão de centenas de entidades e movimentos da sociedade civil.

Agenda emergencial

Raquel Rolnik, do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade da USP, explica o que se propõe frente ao atual cenário de pandemia.

“A Frente não é apenas pela não revisão do Plano Diretor neste momento, mas ela é também o entendimento de que é absolutamente necessário usar toda energia, toda força comunicacional e de gestão da prefeitura para implementar uma agenda emergencial já”, afirma.

Rolnik diz que a fome, a habitação, o transporte urbano lotado na pandemia são questões sociais que precisam de uma abordagem urgente.

 

 

Fonte: Agência Brasil de Fato

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