Aneel aprova reajuste de tarifas de energia para cinco distribuidoras

Reportagem:  Sabrina Craide / Agência Brasil

Torres de Transmissão em Ribeirão Preto Foto: Rafael Viana
Torres de Transmissão em Ribeirão Preto
Foto: Rafael Viana

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (14) os índices de reajustes tarifários anuais de cinco distribuidoras de energia. Em fevereiro deste ano, a Aneel já havia aprovado uma revisão tarifária extraordinária para essas distribuidoras.

Para os clientes residenciais da empresa AES Sul Distribuidora, o reajuste será de 4,35%. A indústria terá um aumento de 4,36%. Os novos valores serão aplicados a partir de domingo (19) para 1,3 milhão de unidades consumidoras localizadas em 118 municípios do Rio Grande do Sul. A revisão extraordinária de 39,5% para a distribuidora vale desde o mês passado e foi a mais alta aprovada pela Aneel.

Os novos valores serão aplicados para 15 mil unidades consumidoras dos municípios gaúchos de Faxinal do Soturno, Nova Palma, Dona Francisca, Ivorá, Silveira Martins, São João do Polêsine, Restinga Seca e parte dos municípios de Santa Maria e Júlio de Castilhos.

Os consumidores residenciais atendidos pela  Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) pagarão 10,35% pela energia a partir da próxima quarta-feira (22). O aumento para as indústrias será de 13,34%. A Coelba atende 5,5 milhões de unidades consumidoras em 415 municípios da Bahia.

O reajuste tarifário da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) será de 7,18% para consumidores residenciais e 14,41% para industriais. Os novos valores também serão aplicados a partir de quarta-feira (22) para 1,3 milhão de unidades consumidoras de 167 municípios do Rio Grande do Norte.

Também a partir de quarta-feira, os consumidores residenciais atendidos pela Energisa Sergipe pagarão 10,74% a mais pela energia elétrica. Para as indústrias, o aumento será de 17,46%. A distribuidora atende 713 mil unidades consumidoras localizadas em 63 municípios de Sergipe.

O reajuste tarifário anual das distribuidoras é calculado com base na variação de gastos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M, e outros como energia comprada, encargos de transmissão e setoriais.

Já a revisão extraordinária das tarifas, que está valendo desde o mês passado, foi aplicada por causa do custo extra que as distribuidoras tiveram pela falta de chuvas e o uso maior de usinas hidrelétricas. Os índices da revisão extraordinária para essas distribuidoras foram: 39,5% (AES Sul), 36,8% (Nova Palma), 5,4% (Coelba), 2,8% (Cosern) e 8% (Energisa Sergipe).
 

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